Cap 2.

 

Chegando no carro de Pedro, ele abriu a porta e a conduziu para dentro como um bom cavalheiro, deu a volta no automóvel e entrou pelo lado do motorista, começou a dirigir e só então percebeu que não sabia onde ela morava, olhou para ela, e pareceu que nem ela sabia pra onde ir.  Resolveu ir para seu apartamento na entrada da cidade.  Quando Mary percebeu que não estava indo para sua casa perguntou:

_ para onde está me levando?

_ relaxe um pouco sim? Não sou nenhum sem vergonha, mas percebi que você não está bem para ficar sozinha, além do mais não sei onde é sua casa, então estou levando você para meu apartamento, lá é tranquilo, você poderá tomar um banho e dormir se quiser, depois você decide o que vai fazer . Tudo bem pra você?

Mary assentiu com a cabeça, afinal ele não seria capaz de fazer nada com ela, todos viram quando ela saiu do hotel acompanhada com ele, e nunca se ouviu falar em nenhum escândalo envolvendo o nome do empresário mais famoso da cidade.

Chegando no apartamento Pedro abriu a porta, deixou que ela entrasse primeiro em seguida entrou também, deixando que ela percebesse que ele não trancara a porta, para que ela tivesse certeza que poderia ir embora a hora que quisesse, embora ele não tivesse a mínima vontade que ela deixasse seu apartamento naquele estado, além disso, tinha suas dúvidas quanto querer que ela saísse sequer da sua vida.

_ você quer beber algo?

_Uma água por favor!

Pedro deixou-a por um instante e foi para a cozinha, voltando em seguida com uma garrafa de água e um copo, entregou a ela, que bebeu de uma só vez, devolvendo logo em seguida os objetos ao seu anfitrião.

_ Posso saber o que está afligindo você a ponto de está tão nervosa?

Mary pensou em mentir, dizer que foi uma briga atoa com um homem sórdido, porém ela não sabia como fazer isso, sempre foi muito sincera, talvez por isso teve o azar de conhecer Marcos, que se aproveitou de sua bondade, fragilidade e confiança e assim obteve uma procuração que lhe passava todos os bens deixados por seus pais após seu trágico falecimento enquanto ela ainda era menor, e agora estava tendo que entregar a Bernardo.

_ É um assunto muito pessoal, não tenho coragem de lhe contar onde e como me meti nesses problemas tão profundos. É uma sorte eu ainda estar de pé depois dos últimos acontecimentos em minha vida. Mas me desculpa não é um problema que o senhor possa resolver.

_ Por favor, me chame de Pedro.  E sim, posso não poder ajudá-la, mas eu quero. Por enquanto fique aqui, se sinta à vontade e quando estiver melhor conversaremos ok?

- Tudo bem.

_ Agora vou lhe mostra o quarto de hóspede, você pode tomar um banho e descansar. Quando se sentir melhor você decide o que vai fazer.


Mary observou o quarto de hóspede, muito confortável, luxuoso ela diria, porém não quis comentar.

_ Vou deixar você sozinha, fique à vontade, tem um banheiro, toalhas, só não tenho uma roupa confortável para que você durma, posso providenciar uma camiseta minha, você aceita?

_ Se não for incomodá-lo ainda mais...

_ Shiiuuuuuuuu. Não é incômodo algum, já volto.

Ele se foi e Mary ficou se perguntando o que ela estava fazendo ali? Mas pensou em seguida que talvez Deus tivesse olhando-a lá de cima. Pedro volta com a camiseta.

_ Interrompo seus pensamentos?

_ Não. Estava apenas agradecendo a Deus por ter alguém nesse momento disposto a me ajudar. Fico muito grata a você.

Pedro se aproxima de Mary, entrega a camiseta a ela, nesse momento os dois se olham, um querendo proteger e a outra precisando de proteção, Pedro sente que precisa urgentemente beijá-la, mas tem medo de ser mal interpretado, segura nas mãos dela e espera por sua reação, Mary por sua vez, baixa o olhar, ele toca seu queixo fazendo a olhar pra ele, ela o encara e se lembra da noite do leilão, sente vontade de beijá-lo, mas acredita quem em sua posição não é um bom momento, não quer confundir seus sentimentos e se afasta deixando Pedro sem reação mais uma vez

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